Spotify: o que o seu gosto musical revela sobre você?

Canções e listas escolhidas podem revelar detalhes sobre a personalidade do usuário; confira

Publicado em 31/08/2016

O Spotify analisa a atividade de seus usuários: padrões de reprodução; frequência em que ouvem música e quais estilos e listas escutam. Essas informações podem revelar os gostos e a partir disso, recomendar opções de acordo com o perfil de cada um. Sabendo que o gosto musical é único, a empresa de serviço de streaming descobriu que esse consumo pode traçar a personalidade humana.

Diversos especialistas - músicos, cientistas e psicólogos - trabalham para compreender o significado da música para cada usuário, dessa forma, foi possível desenvolver um serviço personalizado para os diferentes gostos.

"Somos capazes de descobrir, com um alto grau de confiabilidade, coisas sobre você: certamente a idade e onde a pessoa mora, mas também matrizes da personalidade", explica Brian Whitman, responsável pelo setor de dados do Spotify, em entrevista à Agência Efe, divulgada no G1.

Segundo Whitman, além de reconhecer perfis psicológicos, o algoritmo descobre preferências políticas e grupos com os quais o usuário simpatizaria. "A música serve para expressar parcialmente quem somos, mas nunca vamos ser capazes de entender a complexidade de uma pessoa a partir da visão limitada que formamos através de sua atividade musical. Tentamos fazer suposições, nem sempre certeiras", alerta Ajay Kalia, responsável pelos produtos do Spotify.

De olho no futuro, a empresa sueca pretende obter um serviço a fim de responder satisfatoriamente a pedidos do tipo: "Spotify, estou deprimido: me anime" ou "Tive um dia ruim, toque músicas relaxantes". Mas, para chegar nesse patamar, os especialistas terão que conhecer quais canções são capazes de despertar esses efeitos nas pessoas.

Atualmente, o serviço possui a opção listas de descobrimento semanal, a qual oferece, todas as segundas-feiras, uma nova seleção confeccionada pelo algoritmo. É uma lista matematicamente específica para cada usuário. Cerca de 70% das músicas ouvidas por alguém pode ser similar aos demais, mas os outros 30% será o que o tornará único.

"Em vez de nos estabilizarmos em lugares comuns, podemos detectar essas raridades e oferecer algo que só faça sentido para você. Nisso que estamos trabalhando", explica Kalia.

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